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1.Considerações
preliminares
Andar em grupo não é muito fácil. Por isso desenvolvemos
alguns códigos e posturas para facilitar as viagens.
A seguir vamos descrever os sinais, códigos e atitudes que deverão
ser tomadas por todos para facilitar a comunicação na estrada
e bom andamento e segurança do grupo.
O mais importante de tudo é cada um cuidar de quem está
atrás. O uso do espelho retrovisor é fundamental SEMPRE.
Fazendo isso você verá os sinais de pisca, e controlará
a distância do motociclista que vem atrás. Se a moto de trás
ficar com muita distância, convém você também
reduzir para que o da frente faça o mesmo e o grupo permaneça
unido.
É evidente que se for um caso isolado de “roda-presa”
este deverá acompanhar a velocidade média do grupo, e não
vice-versa. Salientamos que “roda-presa” não é
moto que não desenvolve e sim o motociclista.
Tenha sempre em mente que o companheiro que vem atrás nunca sabe
quando você vai frear até ver sua luz de freio acender, portanto
facilite, sempre dê uma ou duas "beliscadas" no freio
antes de frear propriamente, isso poderá evitar um acidente!
2.O Bonde
Na estrada, as motos devem ocupar uma faixa da pista, alinhadas em duas
filas indianas, paralelas e intercaladas, evitando-se o emparelhamento
de motos. Cada motociclista deve sempre cuidar para estar em posição
diagonal em relação ao imediatamente à sua frente
– não deve tentar ‘corrigir’ os erros dos outros.
Se por qualquer razão a moto à sua frente mudar de lado,
fazer o mesmo (sinalizando com o pisca-pisca) de modo a assegurar a formação
alternada.
Um bonde NUNCA deve ser composto por mais que dez motos
– é preferível montar dois bondes com cinco e seis
motos ao invés de um com onze: um bonde com dez motos tem mais
que cinqüenta metros de comprimento e quando se chega a esse tamanho:
* Fica difícil para
o ferrolho ver o ponteiro e vice-versa.
* Fica muito difícil
encontrar espaço para que o bonde todo faça ultrapassagens
em bloco;
* Queremos manter o bonde
unido e evitar que carros entrem no meio, mas não é razoável
exigir que os motoristas se mantenham pacientemente ao longo de ‘paredes’
de oitenta metros ou mais de comprimento.
Em caso de quebra de um grupo em mais de um bonde o mais rápido
deve seguir primeiro – não adianta soltar o mais lento primeiro
para que ele seja alcançado a meio caminho.
Cada motociclista deve assegurar que o da frente pode vê-lo pelo
retrovisor – basta assegurar que você consegue ver o capacete
do piloto no espelho da moto à frente. Atenção: estamos
falando da moto que está diagonalmente à sua frente e não
aquela diretamente em frente.
Se a velocidade aumenta (mais de 100-110 km/h), essa distância deve
ser ampliada para proporcionar maior espaço de frenagem.
Em todo grupo temos o PONTEIRO, o FERROLHO
e o MIOLO/MEIO:
Ponteiro – Vai à frente do grupo;
Ferrolho – Vai atrás do grupo;
Miolo/Meio – Todos que estão entre o ponteiro e o
ferrolho.
O ponteiro e o ferrolho devem ser os motociclistas mais experientes do
grupo. Além disso, a moto do ferrolho deve ter bom desempenho,
para que ele possa ultrapassar o bonde e atingir rapidamente o ponteiro
em caso de problemas.
O motociclista menos experiente e/ou a menor moto devem seguir diretamente
atrás do ponteiro, e estabelecem os limites de grupo em termos
de número de paradas e velocidade de cruzeiro.
O ponteiro deve ficar SEMPRE do lado esquerdo da faixa, para facilitar
sua visão do bonde e das condições de tráfego
da estrada.
Em rodovias de três ou mais pistas, ocupar a segunda pista da direita
para a esquerda: normalmente a pista da direita apresenta mais buracos
e óleo causados pelos caminhões.
Em rodovias com duas pistas, manter-se na pista da direita, apesar dos
problemas acima mencionados, neste caso é a pista mais segura.
3.O Ponteiro
* Define os caminhos e velocidade
do bonde. Deve conhecer o percurso a ser seguido ou ter estudado cuidadosamente
o mapa para poder orientar o bonde.
* Dosa a velocidade geral
e mantém o agrupamento.
* Sinaliza com antecedência
antes de mudar de pista para ultrapassagem, calculando a distância
do veículo e o tamanho do grupo para que não haja redução
de velocidade cruzeiro e muito menos ‘quebra’ da formação.
* Sinaliza com antecedência
também antes de entrar em vias para evitar que alguém perca
a entrada.
* Vai para a faixa da direita
para dar ultrapassagem a veículos mais rápidos apenas quando
tiver espaço suficiente para o grupo todo entrar, e analisa se
é cabível mudar de faixa naquele momento, ou aguardar para
que a pista da direita esteja mais livre para não ter diminuição
de velocidade.
* Nesse caso, quando todos
estão com seta para a direita, o ponteiro contesta mantendo seta
para esquerda indicando que ainda não é o momento de dar
passagem.
4.O Ferrolho
* O ferrolho é tão
ou mais importante que o ponteiro para a boa condução do
grupo na estrada, principalmente grupos grandes.
* Segura os veículos
que porventura quiserem ultrapassar o grupo, e deve sinalizar com o pisca
para direita. Após todo o grupo ter mudado de faixa, o ferrolho
também muda, liberando o veículo. Se perceber que ninguém
está dando a seta, fazer sinal com o farol alto para que percebam.
* Do mesmo jeito, assim
que o ponteiro der seta para esquerda, o ferrolho deve entrar à
esquerda para segurar os veículos, e sinalizar para o resto do
grupo a pista livre.
* Ao perceber algum problema
com o grupo, deve acelerar até o ponteiro e comunicar. Esse comportamento
só deve ser adotado em caso de problemas que não obriguem
a parada ou redução de velocidade do bonde – nesses
casos é melhor que o bonde reduza ou pare e que o ponteiro controle
esse comportamento pelo retrovisor.
5.Miolo/Meio
Deverão indicar as sinalizações de pisca, situação
de estrada e sinais gerais (entrar a esquerda / direita com o braço,
formação única, etc.) além de não permitir,
até onde sua segurança e a do bonde não sejam comprometidas,
que outro veículo entre no meio da formação.
Particularmente importante é a reprodução dos sinais
de pisca-pisca, principalmente do ferrolho, para que o ponteiro fique
sabendo o que o ferrolho sinalizou.
6.Manobras básicas
Alguns grupos mantêm a mesma formação durante todo
o percurso. Nossa opção é deixar cada um tomar a
formação que quiser, alternando o MEIO porem mantendo o
PONTEIRO e o FERROLHO, salvo segunda ordem.
Algumas pessoas gostam de dar esticadas com a moto, seja para tirar fotos
ou simplesmente querer correr um pouco mais, sendo necessário sair
da formação do grupo. Isso pode ser feito sem nenhum problema,
bastando apenas avisar o PONTEIRO com o devido sinal (ver sinais abaixo).
Do mesmo modo, os que precisarem parar para atender ao telefone, ajeitar
algo que está incomodando ou qualquer coisa do gênero, que
não necessite de muito tempo, deverá avisar o Ponteiro e
o Ferrolho que irá encostar e ficar um pouco para trás,
sem necessidade de parar todos. O Ponteiro deverá então
diminuir a velocidade de cruzeiro, até que a pessoa que precisou
parar o alcance e indique que já está de volta no grupo.
É importante que quem parou avise o Ponteiro que já regressou
ao grupo pois sem este informação o Ponteiro irá
manter a velocidade baixa e ficará preocupado com a demora do integrante.
Ultrapassagens
Quando o ponteiro precisar mudar de faixa da direita para esquerda para
fazer uma ultrapassagem, ele deve ligar a seta e todo o resto do grupo
faz o mesmo. Entretanto ninguém muda de faixa até que o
ferrolho entre primeiro na esquerda para impedir que algum carro passe
e indique que o grupo todo pode mudar de faixa em segurança.
Retorno à faixa da direita
Quando o ferrolho indicar que o grupo precisa ir para a direita para dar
passagem, ao ligar a seta para a direita todos devem fazer o mesmo. Idealmente,
a penúltima moto deve entrar para a direita assim que o ponteiro
der seta também, para impedir que algum carro ultrapasse pela direita.
Após todos entraram o ferrolho libera a passagem.
Ultrapassagens em estradas de mão dupla
Nesse caso é praticamente impossível assegurar espaço
suficiente para que todo o bonde ultrapasse em bloco. A seqüência
deve ser:
* O Ponteiro sinaliza (pisca-pisca)
a ultrapassagem e a realiza.
*
Após passar o veículo ultrapassado, ele permanece na esquerda,
com o pisca esquerdo ligado, enquanto não houver veículo
vindo em sentido contrário, de forma a sinalizar aos motociclistas
seguintes do bonde que eles podem ultrapassar.
*
Quando ele voltar para a direita, as motos que ainda não
ultrapassaram devem imediatamente deixar de tentar a ultrapassagem.
* Se possível (experiência
e visibilidade) o último motociclista do bonde que já ultrapassou
deve se colocar na faixa da esquerda (de forma análoga ao descrito
acima para o ponteiro) para indicar ao restante do bonde que pode ultrapassar.
* Se necessário o
Ponteiro deve reduzir a velocidade até ter certeza que todo o bonde
ultrapassou. Entretanto, essa redução de velocidade não
pode ser tal que acabe não deixando espaço à frente
do veículo ultrapassado para entrada das motos que vêm de
trás.
7.Reunião de preparação (“briefing”)
Apesar do nome pernóstico, é muito importante, principalmente
se no grupo houver pelo menos um motociclista que não está
acostumado a andar como o grupo.
Nada mais é que uma pequena ‘palestra’ do ponteiro,
informando o caminho que será seguido, onde serão as paradas
de descanso, reabastecimento ou encontro com outros companheiros e uma
descrição rápida das convenções e sinais
descritos neste documento.
Nesse momento é muito importante identificar principiantes ou motos
lentas para colocá-las na posição correta dentro
do bonde e definir a velocidade que será adotada.
8.Sinais
O sinal deve ser preferencialmente feito com a mão esquerda - que
é a mais "livre" durante a pilotagem.
Apontar com o pé esquerdo ou direito para o asfalto Buraco, óleo
ou outro tipo de obstáculo, do lado que foi indicado. Reduza a
velocidade e procure desviar (quando possível).
Atenção: deverá ser sinalizado apenas
do lado da fila que tem o buraco, para evitar que a moto de trás
se confunda.
* Se o buraco está
na esquerda, todos da fila da esquerda devem sinalizar. Os da
direita ignoram, pois podem confundir.
* Se o buraco está no meio,
as duas filas devem sinalizar. Caso o buraco seja do lado direito, cabe
apenas à fila da direita sinalizar.
* Mão e o
braço esticado sobem e descem sucessivamente: Perigo,
atenção. Reduzir a velocidade.
* Mão e braço
balançando para trás e para frente, como um remo
O grupo está muito disperso, os mais atrás devem acelerar
para se aproximar um pouco mais.
* Braço esquerdo
apontado para a esquerda atenção, reduzir para entrar à
esquerda - o piloto deve sinalizar com o braço e acionar o pisca
esquerdo em seguida.
* Braço esquerdo dobrado sobre
o capacete com a mão apontando para a direita atenção,
reduzir para entrar à direita.
* Mão esquerda apontando para
cima e realizando círculos no ar Atenção
o grupo deve retornar. Quando o grupo está parado, também
pode significar acionar os motores para a partida.
*
Mão esquerda apontada para cima e espalmada Atenção,
situação de emergência à frente, exigindo cautela
e redução de velocidade imediata.
*
Com o braço para cima, indicar o “numero 1” com a mão
todos deverão assumir a formação de fila indiana
única.
*
Com o braço para cima, indicar o “número 2”
com a mão voltar à formação normal.
*
Com o braço esquerdo, indicar de modo pendular balançando
o antebraço para esquerda e direita Lombada ou depressão
à frente. Reduzir velocidade.
*
Com o braço esquerdo para baixo, fazendo círculos com o
dedo indicador Polícia à frente. Reduzir velocidade
/ Atenção.
*
Apontar para o tanque de combustível e em seguida simular
uma degola de garganta com a mão esquerda a moto entrou
na reserva de combustível, indicando que aquele piloto necessita
parar assim que possível para abastecimento.
*
Apontar para si mesmo e em seguida simular um revólver com a mão
o motociclista irá se dispersar do grupo, para a frente. Deverá
ser sinalizado ao Ponteiro.
9.Outras dicas diversas
*Quando um bonde parar em posto de combustível, parar as motos
na bomba a 45º, de frente para a mesma. Com isso ganhamos espaço
e tempo, pois conseguiremos abastecer de três a quatro motos sem
manobras.
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